Como Participar

Implementação do protocolo gerenciado de sepse

Apresentação

A Campanha Sobrevivendo à Sepse (Surviving Sepsis Campaign) é um esforço mundial que visa reduzir a taxa de mortalidade por sepse. No Brasil, esta campanha é coordenada pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS). Dado a alta incidência, custos e mortalidade associados a sepse, é imperativo a implementação de políticas institucionais, baseadas em evidências científicas e norteadas por indicadores de qualidade, para que se possa, em médio prazo, reduzir a mortalidade destes pacientes e, por consequência, o impacto social da sepse em nosso meio.

Indicadores de Qualidade

A Campanha se baseia em intervenções, diagnósticas e terapêuticas, os quais nortearão políticas institucionais de melhoria assistencial. Estas intervenções são baseadas em evidências científicas na literatura médica, devendo ser implementados em bloco, sendo:

1. Pacote de 1 horas

  • Coleta de lactato sérico;
  • Coleta da hemocultura antes do início da terapia antimicrobiana;/li>
  • Início do antimicrobiano na primeira hora após o diagnóstico;
  • Reposição volêmica agressiva precoce nos pacientes com hipotensão ou lactato 2 vezes o valor normal.

OBS: Nos pacientes com lactato alterado acima de duas vezes o valor de referência, a meta terapêutica é o clareamento do mesmo até os valores normais. Assim, como um adendo ao pacote de 1 hora, dentro de 2 a 4 horas após o início do protocolo de sepse, ressuscitação volêmica e manejo hemodinâmico apropriado, novas dosagem devem ser solicitadas.

2. Checkpoint da 6ª hora

A continuidade do cuidado é importante, por isso entende-se que durante as seis primeiras horas o paciente deve ser reavaliado periodicamente. Para isso é importante o registro da reavaliação do status volêmico e da perfusão tecidual.

1. Reavaliação da continuidade da ressuscitação volêmica, por meio de marcadores do estado volêmico ou de parâmetros perfusionais. Essa reavaliação deve estar devidamente registrada no prontuário. As seguintes formas de reavaliação poderão ser consideradas:

  • Mensuração de pressão venosa central
  • Variação de pressão de pulso
  • Variação de distensibilidade de veia cava
  • Elevação passiva de membros inferiores
  • Qualquer outra forma de avaliação de responsividade a fluídos (melhora da pressão arterial após infusão de fluidos, por exemplo)
  • Mensuração de saturação venosa central
  • Tempo de enchimento capilar
  • Presença de livedo
  • Sinais indiretos (por exemplo, melhora do nível de consciência ou presença de diurese)

Esses itens contribuem para a geração de indicadores reportados nos relatórios trimestrais produzidos pelo ILAS:

Como Participar?

Requisitos para participar

  • Instituição hospitalar, privada ou pública;
  • • Decisão de gerenciar o protocolo de tratamento da sepse como política institucional, com coleta de dados e divulgação dos resultados.

O ILAS oferece aos hospitais interessados em implementar o protocolo gerenciado de sepse dois planos distintos de consultoria e assistência, destacados a seguir.

Planos Oferecidos

Plano Básico*

  • Assessoria remota (via telefone, e-mail e videoconferência);
  • Reunião preparatória para implementação, via videoconferência;
  • Treinamento do case manager via videoconferência.
  • Acesso ao software de coleta de dados ilasonline de indicadores da qualidade do atendimento ao paciente séptico;
  • Acesso as ferramentas para treinamento no site ILAS;
  • Emissão de relatórios trimestrais de performance institucional;

Plano de Consultoria ILAS**

  • Consultoria e assessoria presencial e/ou remota (via telefone, e‐mail e videoconferência);
  • Reuniões presenciais para:

    - Discussão sobre o processo de implementação e estabelecimento das rotinas a serem criadas;
    - Treinamento do case manager para coleta e inserção dos dados no sistema informatizado;
    - Esclarecimento com as equipes de enfermagem sobre a importância destes profissionais no protocolo de sepse;
    - Lançamento do protocolo na instituição.
  • Assessoria da equipe técnica do ILAS para auxílio na coleta e inserção dos dados.
  • Acesso ao software de coleta de dados ilasonline de indicadores da qualidade e ferramentas gerais.
  • Aulas teóricas presenciais, a critério da instituição.
  • Visitas mensais das coordenadoras, nos primeiros seis meses, para ajuda no processo de implementação.
  • Emissão de relatórios trimestrais completos de desempenho institucional com análise dos dados e sugestões para melhoria dos resultados.
  • Em caso de hospitais pertencentes a mesma rede, relatório com os dados compilados da rede e benchmarking interno;
  • Reuniões presenciais com o grupo da sepse para discussão dos resultados mostrados no relatório e planejamento de novas estratégias.
  • Envio dos materiais de apoio (folders, cartazes, manual).
  • Auditoria presencial após 6 meses e/ou 1 ano.
  • Descontos especiais na inscrição do Fórum Internacional de Sepse.

  •  O plano de consultoria ILAS* envolve custos de contratação. Para saber mais, entre em contato com: secretaria@ilas.org.br

Processo de Implementação

O processo completo assim como os itens constantes no checklist de implementação estão descritos detalhadamente em nosso “Roteiro de implementação” disponível no nosso site: www.ilas.org.br Posteriormente, são agendadas duas reuniões, presenciais ou por videoconferência, dependendo do plano escolhido, estruturadas da seguinte forma:

Atividade Público Conteúdo Duração
1ª Reunião Grupo da sepse, membros da diretoria, coordenadores, supervisores e chefias interessadas no projeto O processo de implementação 60 minutos
2ª Reunião Coletador de dados (case manager) Processo de coleta e envio de dados 60 minutos

Seguimento do Processo

O tempo de duração prevista para o processo de implementação é de 12­‐18 meses. Após esse período, espera­‐se que a instituição tenha atingido seus objetivos. Durante todo o período, o ILAS acompanhará o processo de implementação e gerará relatórios de performance.

Vantagens de implementar a campanha

O processo tem por objetivo reduzir a letalidade da sepse. Além disso, a implementação da Campanha pode trazer outros benefícios, a saber:

  • redução no tempo de internação hospitalar;
  • redução nos custos do tratamento;
  • retorno precoce do paciente a suas atividades habituais;
  • diferencial na qualidade do atendimento multiprofissional.

O ILAS está cadastrando novas instituições interessadas em implementar a Campanha Sobrevivendo a Sepse, nos dois planos oferecidos de consultoria e assessoria. Fale conosco!

 

Contato:
Telefones: (11) 3721-6709 / 2638-8758
E-mail: secretaria@ilas.org.br

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